quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

RIO PALMARES E A LAGOA DO CASAMENTO II



Segundo dia

Planejamos uma remada mais curta para o segundo dia porque o Bueno tinha compromisso no final da tarde em Gravataí. Então pensamos em entrar à direita pela lagoa do Casamento e explorar o lugar até o horário do almoço. Depois disso seria o retorno.

Logo que saímos do rio, antes de ir para a direita, aportamos à esquerda, numa pequena prainha de areias  limpas de uma estreita faixa, entre a margem da lagoa e um banhado. O lugar é de uma visão magnífica para a lagoa e para os barcos que adentram ou saem do rio.  Quando passei com a Filhinha na outra remada não quis descer ali porque já havia decidido ir para o camping. Em casa, quando pesquisava no GE, reconheci a prainha na foto de André Issi. Foi onde Issi fez uma parada e o registro de sua passagem pela lagoa do Casamento.

Retomamos a remada navegando junto à margem e atravessamos o canal da laguna Capivari. Dali avistamos um grande acampamento na ponta formada pelas duas lagoas. Seguimos para esquerda com a intensão e cruzarmos  pelo meio dos  juncos e remar mais aberto e livres.  

Saindo dos juncos, ficamos em meio a uma enseada rodeada de juncos por todos os lados e, seguindo em linha reta entramos novamente nos juncos para aportar no lado oposto ao que viemos. 

Ao nos aproximarmos da margem avistamos um senhor que pescava com uma lancha. Pedimos-lhe informações de onde andávamos e ele nos ensinou seguir pouco adiante e encontraríamos um lugar bonito para descer. Para isso tivemos que contornar um pontal fechado de juncos e sair fora da enseada. 

Quando contornamos os juncos fechados e saímos  mais abertos,  vimos que o vento tinha voltado e, se prosseguíssemos, poderíamos atrasar nosso retorno. Assim, viramos para o Leste e retornamos para Palmares. Antes, porém, descemos novamente na prainha para fazermos  nosso lanche.






































Uma constatação inusitada: à sombra de uma bela árvore uma obra de arte ou, simplesmente, um serviço á disposição de praticantes de esportes da natureza.



Começamos o retorno logo depois de almoçar  e cumprimos os 5,4km com uma remada leve até o camping. A vontade era mesmo de ficar e descobrir novos recantos da lagoa. Fica para a próxima.

Valeu Bueno pela parceria.

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domingo, 1 de dezembro de 2013

RIO PALMARES E A PONTE IMPERIAL


Rio Palmares


A remada marcada com o parceiro Bueno para iniciar em Barra do Ribeiro em direção à Ponta Escura foi transferida para o rio Palmares e, posteriormente, prorrogada em função da previsão de ventos fortes. Nesta última quinta feira, mesmo com ameaça de ventos para o primeiro dia, resolvemos encarar a remada.

Saímos  pelos 5,4 km do rio na direção da lagoa e, antes mesmo de chegar na foz,  já percebíamos que entrar lagoa a dentro não seria uma boa ideia. O vento SW mandava água pra dentro do rio. 

Resolvemos voltar e entrar no canal que liga o rio à laguna Capivari  e fomos costeando os aguapés e titiricas para chegar até um canal que faz ligação com a lagoa do Casamento. Não tínhamos mapa ou carta do lugar e a procura era somente uma exploração do lugar com base na lembrança de ter pesquisado no GE. Nessas horas a mente falha e as distâncias se confundem com as direções. De qualquer maneira, não sairíamos para navegar em águas mais abertas com aquele vento. Resolvemos voltar pelo costado protegido do vento e reentramos no rio.

São várias fotos feitas na descida com o mesmo tema que mostra os barcos de pescadores atracados enquanto não vem o final do período de defeso e das poucas aves, na espera de restos da pesca que não vão ter!? Algumas fotos são replay da remada com a Filhinha em setembro.

Partimos para a segunda opção que era de navegar rio acima, além do ponto de partida e tentar chegar na ponte de Pedra. Essa proposta foi aceita por Bueno e para mim foi a oportunidade que buscava de voltar ao lugar onde eu acampei com meu pai e meus tios quando ainda muito criança.

São várias fotos das margens do rio e da mata ainda existente, porém, a ponte de Pedra, como eu já sabia, já não passava de ruínas. E conforme me havia dito o amigo Tonho, canoísta do lugar, que para se chegar lá é muito difícil por haver muitos tocos e galhos de árvores pelo leito que vai se estreitando cada vez mais. 

Mesmo assim, foi muito legal ter voltado e revivido na lembrança  que já havia pernoitado sob aquela ponte durante uma pescaria. 

O Bueno desistiu quando faltava um quilômetro para chegar e ficou descansando sob as árvores.

 No caminho encontramos pilares do que seria uma ponte e não encontrei nada na web. O que despertou a curiosidade é que não tem estrada onde se construiria uma ponte. Ancoramos ali e preparamos o almoço e um curto descanso.


























































































































Antiga Ponte Imperial(não existe mais)
By Erico Rechenmacher







Lembrei do Licurgo.





Retornando da ponte de Pedra.











Eu e Bueno remamos neste dia, acima de 28km, porém, a minha ida solo até a ponte rendeu mais dois quilômetros, então, atingi a marca dos 30km.

Assim foi a remada do primeiro dia e de volta ao camping montamos as barracas enquanto assava o galeto, o salsichão, as batatas e as cebolas. O que podemos dizer é que o jantar foi espetacular e ainda garantimos uma sobrinha para o almoço da remada do dia seguinte.

Isso vem no próximo post.

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