domingo, 6 de março de 2011

REMADA COM CAPOTAMENTO


Escolinha de Canoagem

Fomos para a cidade de Guaíba  visitar a Guaíba Associação de Canoagem (GAC), e conhecer os projetos de canoagem  desenvolvidos por eles com apoio do município. Fomos recebidos pelo Sr. Paulo, diretor de patrimônio, que nos mostrou as dependências, a flotilha e nos falou rapidamente sobre as atividades e parcerias com outras entidades ligadas ao meio ambiente, esporte e educação.

Leonardo, que havia saído das proximidades do morro da Assunção fez a travessia em 40min 
e aguardava  na rampa da escolinha. Fabiano chegou depois de mim e trouxe um novo parceiro para remar conosco pela primeira vez.
Depois desse rápido contato com a GAC, colocamos os barcos na água e partimos na direção Sul. 
As condições de vento não eram muito favoráveis contrariando as previsões, que indicavam ventos fracos pela manhã. 





Fabiano ajudando Fernando com o seu caiaque.
O caiaque do novo amigo é do tipo "fishing", construído em plástico rotomoldado e indicado para pesca em águas calmas. Seria a primeira vez que remaria conosco um ciaque tipo fishing  mas, como não temos preconceitos e, o que interessa é o passeio, seguimos em frente.
Antes da partida observamos a água e parecia que as ondas haviam diminuído dando uma esperança que o vento enfraqueceria.
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Tudo pronto para partida.





Pensava em fazer uma fotos daquele barco com as chaminés ao fundo e saí na direção dele mas, percebi que Fabiano e Fernando haviam ficado para trás. Ao procurar por eles, vi que o Fernando estava na água e Fabiano o ajudava no reembarque. 



Com ajuda de Fabiano, o Fernando voltou ao barco e prosseguimos.




Logo adiante teríamos um pontal de pedras para contornar e, pela direção das ondas imaginei que a situação  poderia piorar naquele ponto.



Percebemos que Fernando não estava muito a vontade com o barco naquelas ondas e Fabiano e eu o acompanhávamos de perto . Eu estava preocupado, pois ele estava em um barco sem leme e com pouca experiência nas ondas. Procurávamos passar algumas dicas sobre como entrar nas ondas que aumentaram nas proximidades  da ponta das pedras.



Depois de contornar aquele trecho da ponta das pedras teríamos que cruzar um velho trapiche  de madeira onde as ondas deixavam as pontas dos paus à mostra quando passavam.  Se não cortássemos o caminho por ali, teríamos que fazer a volta maior aumentando a distância e por onde as ondas estavam mais altas . 

Cruzamos pelos tocos e entramos numa sequência de ondas que tive dificuldade de controlar o barco e quase uma delas fez eu capotar.  Por alguns instantes,  confesso que que minha mente acendeu um alerta e passou a pensar  em alcançar a praia o mais rápido possível movida pelo instinto de sobrevivência.  
Só lembro que orientei ao Fernando  para que virasse o barco para a praia porque alinharíamos com as ondas vindo pela popa . 


Estávamos cruzando um canal de atracação da indústria de celulose. Quando me dei conta o Fernando não conseguira passar as ondas altas estava na água novamente. Fabiano que vinha logo atrás dele, tentava recuperar o caiaque.


Fabiano recuperando o barco novamente e Fernando na água aparecendo só o  boné.

Fabiano não conseguia  trazer o barco até onde estava Fernando e se afastava cada vez mais.



Fernando não sabe nadar mas, conseguiu recuperar o remo e manter-se flutuando até consegui sair tocando os pés no fundo.  Foi fundamental o uso do colete adequado ao seu peso, embora estivesse subindo pelo tórax  e, pela ajuda das ondas o traziam para costa.

Fabiano largou o barco e foi no socorro de Fernando.



Caiaker à deriva.

Finalmente tudo bem e, o pior, já havia passado.
Após recuperarmos o barco do Fernando seguimos um pouco mais e chagamos na praia da Alegria onde resolvemos encerrar a remada. Fabiano voltou por água e trouxe o carro. Depois, pegamos o outro carro indo por terra.
Trocamos opiniões sobre toda aquela experiência passada com Fernando e chegamos a conclusão que  esse caiaque tem o assento muito acima da linha da água o que  proporciona um deslocamento do ponto de equilíbrio. Embora tenha uma grande boca para um caiaque ele fica muito instável mesmo que em águas paradas. Sob ação de ondas fica impraticável
Fica a sugestão para o fabricante de alterar seu projeto.



Enquanto estivemos na praia fizemos amizade com Felipe e Vitória que se encantaram com os caiaques. 
A vontade deles  de experimentar uma voltinha era tanta que fez  eu botar o caiaque na água, na parte mais rasa da praia e, sem sair do lugar, deixar que sentissem o barco flutuar no balanço das ondas. 
Felipe simulava umas remadas e Vitória ficou um pouco receosa com as ondas e pediu para sair.





Recomendo aos novos amigos, se pensarem em andar de caiaque,  procurar uma escolinha de canoagem para treinar com segurança e aprender todos fundamentos para quem vai para água embarcado.


Visite relatos e fotos de Leonardo Esch


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Caiaque Franky........................Leonardo Esch
Caiaque Artic...........................Fabiano Krauze
Caiaque Caiaker.................................Fernando
Caiaque cabo Horn...................Germano Greis


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Um comentário:

Julián disse...

Importante el uso del salvavidas. De cada remada debemos sacar una experiencia positiva. Un abrazo. Julián

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